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sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

EVA SCHLOSS

Eva Schloss (Viena, Áustria, 11 de maio de 1929) é uma sobrevivente judia dos campos de concentração de Auschwitz-Birkenau, autora do livro que conta sua história de vida, "A história de Eva".Meio-irmã’ de Anne Frank,  levou 60 anos para contar ao mundo sua história, de como sobreviveu ao campo de concentração de Auschwitz-Birkenau, durante a Segunda Guerra Mundial. O livro chamado “Depois de Auschwitz”, traz um depoimento sincero e doloroso sobra a vida de Eva, e os detalhes de como era sua relação com Anne Frank. Eva nasceu em 2 de maio de 1929, na cidade de Viena. Era a filha mais nova do casal Fritzi Geiringer (mãe) e Erich Geiringer (Pai). Ela viveu parte de sua infância despreocupadamente ao lado de seu irmão Heinz. Em sua infância, teve Anne Frank como uma de suas amigas. Em 2 de maio de 1944, quando Eva completava 15 anos, foi levada junto a sua mãe e centenas de outras mulheres, para o campo de Auschwitz-Birkenau, em um trem de transporte de gado.
Ao fim da guerra, quando finalmente Auschwitz foi extinto, Eva e Fritzi iniciaram a longa jornada de volta para casa. Eva descobriu, após alguns meses, que seu pai e seu irmão haviam sido assassinados. O que ela não imaginava era que o destino dela e de Anne Frank seriam ligados. Em 1953, Fritzi se casaria com o pai de Anne, Otto Frank, ambos unidos por um sentimento de perda, tornando Eva e Anne meia-irmãs somente após a morte de Anne, que faleceu em 1945. Em 2015, a Segunda Guerra Mundial completará 70 anos.
EVA SCHLOSS
“Este livro é dedicado à memória das vítimas do Holocausto e do genocídio que não puderam contar as suas próprias histórias”, Eva Schloss.
LIVRO PUBLICADO POR ELA

ANNE FRANK

ANNE FRANK
12/06/1929, Frankfurt (Alemanha)
?/02/1945, Campo de Concentração de Bergen-Belsen 
O anexo secreto fica na Rua Prinsengracht, 263, em Amsterdã (Holanda). Eram cômodos escondidos nos fundos de uma fábrica, onde Anneliese Frank escreveu a maior parte de seu diário, um dos símbolos da perseguição aos judeus durante o regime de Hitler.

Chamada pelos pais de Anne, a filha do comerciante judeu Otto Frank emigrara com a família para Amsterdã em 1933, após a ascensão dos nazistas ao poder na
Alemanha.

Quando Anne completou 13 anos de idade, ela ganhou um caderno para diário, encapado com tecido xadrez vermelho e verde e fechado por um fecho simples, sem chave. Nesse mesmo dia ela escreveu: "Espero poder contar tudo a você, como nunca pude contar a ninguém, e espero que você seja uma grande fonte de conforto e ajuda." (12 de junho de 1942).


No dia 14 de junho de 1942, ela começou a escrever sobre a ocupação na Holanda. Um mês após seu aniversário, para evitar a prisão pela polícia nazista, a família se mudou para o anexo secreto onde Anne escreveu grande parte de seu diário.


Assim começou o cotidiano do esconderijo onde vivia com os pais, a irmã e mais quatro pessoas. Foram 25 meses de medo. A tensão era enorme para manter o silêncio absoluto durante o dia. A fábrica funcionava normalmente, e somente alguns empregados sabiam do anexo. Por isso, as pessoas só podiam andar de cócoras descalças, ficar sentadas e sussurrar. Apenas uma escada e uma estante as separavam do resto do armazém.


A entrada na clandestinidade foi planejada por Otto Frank e alguns empregados. Miep Gies, Johannes Kleiman, Victor Krugler e Bep Voskuijl alimentaram os Frank, os Van Pels e Fritz Pfeffer. "Não poder sair me deixa mais chateada do que posso dizer, e me sinto aterrorizada com a possibilidade de nosso esconderijo ser descoberto e sermos mortos a tiros", escreveu Anne.


Mas ela não perdia a esperança. Queria ser escritora. Por isso, em 1944, reescreveu o começo do diário, para uma futura publicação como cartas a uma amiga imaginária, Kitty. Como qualquer adolescente, ela descobria sua sexualidade em um breve idílio com Peter, outro garoto escondido no anexo.


O esconderijo, porém, foi descoberto na manhã do dia 4 de agosto de 1944, e os clandestinos ficaram numa prisão em Amsterdã até o dia 8, quando foram transferidos para Westerbork, campo de triagem para judeus no norte da Holanda. Em 3 de setembro, foram deportados para
Auschwitz (Polônia).

Anne e Margot, sua irmã, foram separadas dos pais e transferidas para o campo de concentração de Bergen-Belsen, perto de Hannover (Alemanha), onde morreram de tifo. O único sobrevivente foi Otto Frank, libertado pelo exército russo e repatriado para Amsterdã, onde recebeu o diário, protegido por Miep Gies. Ele dedicou-se a espalhar as mensagens de sua filha até morrer em agosto de 1980.


"Cerca de dez anos depois do fim da guerra, vai parecer esquisito quando se disser como nós judeus vivemos, comemos e conversamos aqui. (...) Não quero ter vivido inutilmente, como a maioria das pessoas. Quero ser de utilidade e alegria para as pessoas que vivem à minha volta e para as que não me conhecem", escreveu Anne em seu diário, de certa forma profeticamente.